Liturgia diária
Agenda litúrgica
2018-12-05
QUARTA-FEIRA da semana I
S. Frutuoso, S. Martinho de Dume e S. Geraldo, bispos – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória, pf. I do Advento.
L 1 Is 25, 6-10a; Sal 22 (23), 1-3a. 3b-4. 5. 6
Ev Mt 15, 29-37
* Na Arquidiocese de Braga – S. Geraldo, bispo de Braga, Padroeiro principal da cidade. Em Braga – SOLENIDADE; nas outras igrejas da Arquidiocese – MO
* Na Diocese de Bragança-Miranda – SS. Frutuoso, Martinho de Dume e Geraldo, bispos – MO
* Na Ordem Carmelita – B. Bartolomeu Fanti, presbítero – MF
* Na Ordem Franciscana (Comunidade de Braga) – S. Geraldo, bispo – SOLENIDADE
* Na Congregação Salesiana e no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – B. Filipe Rinaldi, presbítero – MO; no Instituto Secular Voluntárias de D. Bosco – FESTA
* Nas Dioceses de Cabo Verde – Ofício e Missa da féria.
Missa
ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Hab 2, 3; 1 Cor 4, 5
O Senhor virá sem demora:
iluminará os que vivem nas trevas
e manifestar-Se-á a todos os povos.
ORAÇÃO COLECTA
Preparai, Senhor, os nossos corações com o poder da vossa graça, para que, no dia da vinda de Cristo, vosso Filho, mereçamos entrar no banquete da vida eterna e receber d’Ele mesmo o alimento do Céu. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LEITURA I Is 25, 6-10a
O Senhor convida para o seu banquete
e enxuga as lágrimas de todas as faces
O reino de Deus é frequentemente comparado na Sagrada Escritura a um banquete. O banquete supõe o convite, a reunião dos convidados, a abundância do que é servido, a intimidade com aquele que convida e entre todos os convivas. Assim é o reino de Deus, onde o banquete é ainda de festa nupcial, de aliança entre Deus e os homens, de vitória da vida sobre tudo o que pudesse ser sinal de morte. O Advento é já celebração do Mistério Pascal: o Senhor vem para salvar.
Leitura do Livro de Isaías
Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. Sobre este monte, há-de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações; Ele destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou. Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou. A mão do Senhor pousará sobre este monte».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 6cd )
Refrão: Habitarei para sempre na casa do Senhor.
Repete-se
O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. Refrão
Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança. Refrão
Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda. Refrão
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre. Refrão
ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se
O Senhor vem salvar o seu povo:
felizes os que estão preparados para ir ao seu encontro.
Refrão
EVANGELHO Mt 15, 29-37
Jesus cura muitos enfermos e multiplica os pães
Foi também no monte que Jesus multiplicou os pães e os peixes para matar a fome à multidão, depois de ter curado os doentes. Com estes sinais, o Senhor manifestava que Ele ia já pondo aos homens a mesa do reino dos Céus, que n’Ele o reino dos Céus estava já presente no meio dos homens, como continua hoje a estar, e que n’Ele os homens poderão continuar a encontrar a salvação, que, na sua última vinda, será total e definitiva, e onde todos os que forem chamados a sentar-se à sua mesa comerão “até ficarem saciados”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, foi Jesus para junto do mar da Galileia e, subindo ao monte, sentou-Se. Veio ter com Ele uma grande multidão, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, que lançavam a seus pés. Ele curou-os, de modo que a multidão ficou admirada, ao ver os mudos a falar, os aleijados a ficar sãos, os coxos a andar e os cegos a ver; e todos davam glória ao Deus de Israel. Então Jesus, chamando a Si os discípulos, disse-lhes: «Tenho pena desta multidão, porque há três dias que estão comigo e não têm que comer. Mas não quero despedi-los em jejum, pois receio que desfaleçam no caminho». Disseram-Lhe os discípulos: «Onde iremos buscar, num deserto, pães suficientes para saciar tão grande multidão?» Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?» Eles responderam-Lhe: «Sete, e alguns peixes pequenos». Jesus ordenou então às pessoas que se sentassem no chão. Depois tomou os sete pães e os peixes e, dando graças, partiu-os e foi-os entregando aos discípulos e os discípulos distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram até ficarem saciados. E com os pedaços que sobraram encheram sete cestos.
Palavra da salvação.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício se renove sempre na vossa Igreja, de modo que a celebração do mistério por Vós instituído realize em nós plenamente a obra da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Prefácio do Advento I: p. 396
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Is 40, 10; cf. 34, 5
O Senhor virá com poder e majestade
e iluminará os olhos dos seus fiéis.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Concedei, Senhor, pela vossa bondade, que este divino sacramento nos livre do pecado e nos prepare para as festas que se aproximam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Santo
SS. MARTINHO DE DUME,FRUTUOSO,e GERALDO,bispos
Martirológio
Memória dos santos Martinho de Dume, Frutuoso e Geraldo, bispos de Braga, em Portugal. Martinho de Dume, oriundo da Panónia, da actual Hungria, homem de grande erudição, ocupou a sede episcopal de Dume e depois a de Braga. Graças ao seu zelo apostólico e à sua pregação, os Suevos abandonaram a heresia ariana e abraçaram a fé católica. Empenhou-se com ardor na erradicação dos costumes da idolatria, inclusive linguísticos, como na designação cristã dos dias da semana, e escreveu importantes opúsculos, nomeadamente de orientação moral, catequética, pastoral e de vida monástica. Com a sua virtude e sabedoria, diz Santo Isidoro de Sevilha, a Igreja floresceu na Galécia. Morreu no dia 20 de Março. Frutuoso, de nobre família visigótica, depois de ter sido monge e fundador de cenóbios, foi eleito bispo de Dume e finalmente nomeado bispo metropolitano de Braga pelos Padres do Concílio X de Toledo, governando simultaneamente com suma prudência esta Igreja e os seus mosteiros. A sua santidade e labor apostólico estenderam-se a toda a península ibérica. Morreu no dia 16 de Abril. Geraldo, natural da Gália, professou no mosteiro de Moissac, de onde passou para Toledo; depois foi eleito bispo de Braga, onde exerceu grande actividade na reorganização da diocese, na promoção da vida monástica, na reforma litúrgica e pastoral, na reconstrução de igrejas, bem como na aplicação da disciplina eclesiástica. Morreu neste dia 5 de Dezembro, na localidade de Bornes, quando fazia as visitas pastorais nessa distante região.
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2. Em Tabessa, na Numídia, na actual Argélia, a paixão de Santa Crispina de Tagore, mãe de família, que, no tempo dos imperadores Diocleciano e Maximiano, porque se recusou sacrificar aos ídolos, por ordem do procônsul Anolino foi degolada. |
3. Perto de Jerusalém, São Sabas, abade, que, nascido na Capadócia, se retirou para o deserto da Judeia, onde instituiu um novo estilo de vida eremítica em sete mosteiros, que se chamaram lauras, nas quais os eremitas se reuniam sob a direcção de um superior. Viveu durante muitos anos na Grande Laura, posteriormente designada com o seu nome, resplandecendo pelo exemplo da santidade e lutando arduamente pela fé de Calcedónia. |
4. No cenóbio de São Pedro de Aquara, na Lucânia, hoje na Campânia, região da Itália, São Lúcido, monge. |
5. Em Mântua, na Lombardia, também região da Itália, o Beato Bartolomeu Fánti, presbítero da Ordem dos Carmelitas, que, pela sua palavra e exemplo, estimulou o coração dos fiéis ao santo amor de Deus e à devoção filial a Maria, Mãe de Deus. |
6. Em Londres, na Inglaterra, São João Almond, presbítero e mártir, que, durante mais de dez anos exerceu clandestinamente o ministério pastoral, até que, no reinado de Jaime I, por causa do seu sacerdócio foi enforcado em Tyburn, não deixando de dar esmolas mesmo no patíbulo. |
7*. Em Scwerin, cidade da região de Mecklenburg, na Alemanha, o passamento do Beato Nicolau Stensen, bispo titular de Ticiópolis, que, oriundo da Dinamarca, foi um dos mais notáveis investigadores das ciências naturais; mas, abraçando a fé católica, quis servir a Deus ao serviço da verdade e foi ordenado presbítero e depois bispo, desenvolvendo com grande zelo a sua missão na Europa setentrional. |
8*. Em Turim, na Itália, o Beato Filipe Rináldi, presbítero da Sociedade Salesiana, que se dedicou à propagação da fé em terras de missão. |
9♦. Em Guadalajara, na Espanha, o Beato Luís Martínez Alvarellos, religioso da Sociedade Salesiana e mártir, que, no tempo de perseguição religiosa, enfrentou gloriosamente o combate por Cristo. |
10*. Perto de Munique, na Baviera, região da Alemanha, o Beato Narciso Putz, presbítero e mártir, que, desterrado da Polónia ocupada por um regime estrangeiro durante a guerra, foi levado para o campo de concentração de Dachau, onde morreu consumido por cruéis tormentos. |