Liturgia diária

Agenda litúrgica

2017-07-18

TERÇA-FEIRA da semana XV

B. Bartolomeu dos Mártires, bispo – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 Ex 2, 1-15a; Sal 68 (69), 3. 14. 30-31. 33-34
Ev Mt 11, 20-24

* Na Arquidiocese de Braga – Aniversário da tomada de posse de D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga.
* Na Diocese de Viana do Castelo – B. Bartolomeu dos Mártires, bispo – MO; na igreja onde está sepultado – MO
* Na Ordem de São Domingos – B. Bartolomeu dos Mártires, bispo – MO
* Nas Dioceses de Cabo Verde – Ofício e Missa da féria.
* Na Diocese do Algarve (Sé) – I Vésp. do aniversário da Dedicação da Igreja Catedral.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 16, 15
Eu venho, Senhor, à vossa presença:
ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade
para poderem voltar ao bom caminho,
concedei a quantos se declaram cristãos
que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome,
sigam fielmente as exigências da sua fé.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Ex 2, 1-15a
«Deu-lhe o nome de Moisés, dizendo: ‘Salvei-o das águas’.
Quando Moisés já era homem, foi ter com os seus irmãos»

A Bíblia apresenta com frequência a intervenção divina na infância das personagens que hão-de vir a desempenhar papéis da maior importância na história do povo de Deus. Assim acontece com Moisés. Depois, este, à medida que vai crescendo, não esquece a solidariedade com os seus irmãos e, por amor a eles, chega a expor-se à vingança dos pagãos.

Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, um homem da família de Levi tomou como esposa uma jovem da mesma tribo. A mulher concebeu e deu à luz um filho e, vendo como era belo, escondeu-o durante três meses. Como não podia mantê-lo oculto por mais tempo, arranjou uma cesta de papiro, calafetou-a com betume e pez, meteu nela o menino e colocou-a entre os juncos, à beira do rio, enquanto a irmã dele ficava a certa distância, para ver o que iria acontecer-lhe. Ora a filha do faraó desceu ao rio para se banhar, enquanto as suas donzelas passeavam ao longo da margem. Então ela avistou a cesta no meio dos juncos e mandou a uma serva que a fosse buscar. Abriu-a e viu a criança: era um menino a chorar. Teve pena dele e exclamou: «É um filho de hebreus». A irmã dele disse à filha do faraó: «Queres que eu vá procurar, entre as mulheres hebreias, uma ama para criar este menino?». «Vai!» – disse a filha do faraó. E a jovem foi chamar a mãe da criança. Disse-lhe a filha do faraó: «Leva este menino, a fim de o criares para mim, e eu própria te darei o teu salário». Então a mulher levou a criança e amamentou-a. Quando o menino cresceu, trouxe-o à filha do faraó, que o adoptou como filho e lhe deu o nome de Moisés, dizendo: «Salvei-o das águas». Certo dia, quando Moisés já era homem, foi ter com os seus irmãos e viu como eram duros os trabalhos a que os sujeitavam. Viu também um egípcio agredir um dos hebreus, seus irmãos. Olhou para todos os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia. Ao voltar no dia seguinte, estavam dois hebreus a lutar um contra o outro. Disse então ao agressor: «Porque bates no teu companheiro?». Mas ele respondeu-lhe: «Quem te fez nosso chefe ou nosso juiz? Pretendes matar-me como fizeste ao egípcio?». Moisés assustou-se, pensando consigo: «Certamente o facto é conhecido». O faraó ouviu falar do caso e procurava dar a morte a Moisés. Então Moisés fugiu para longe e foi refugiar-se na terra de Madiã.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 68 (69), 3.14.30-31.33-34 (R. cf. 33)
Refrão: Humildes, procurai o Senhor. Repete-se
Ou: Procurai, pobres, o Senhor e encontrareis a vida. Repete-se

Atolei-me na lama do abismo
e não tenho onde apoiar-me.
Cheguei até ao fundo das águas
e as ondas me submergiram. Refrão

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,
no momento propício, meu Deus.
Pela vossa grande bondade, respondei-me,
em prova da vossa salvação. Refrão

Eu sou pobre e miserável:
defendei-me, ó Deus, com a vossa protecção.
Louvarei com cânticos o nome de Deus
e em acção de graças O glorificarei. Refrão

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos. Refrão


ALELUIA cf. Salmo 94 (95), 8ab
Refrão: Aleluia Repete-se

Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
não fecheis os vossos corações. Refrão


EVANGELHO Mt 11, 20-24
«O dia do Juízo será mais tolerável para Tiro e Sidónia
do que para vós»

Quanto maior foi o conhecimento que se teve da palavra de Deus, maior será a responsabilidade diante do mesmo Deus. Por isso, maior é a responsabilidade das terras onde chegou a mensagem do Evangelho do que a daquelas onde ela nunca chegou. O aviso do Senhor tinha especial razão de ser para os seus contemporâneos que não prestavam a devida atenção à palavra que ouviam directamente da sua boca, mas igualmente a têm para todos a quem, através dos tempos, essa mesma palavra pôde chegar.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo seg. São Mateus
Naquele tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás exaltada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Porque se em Sodoma se tivessem realizado os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para a terra de Sodoma do que para ti».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração
e concedei aos fiéis que os vão receber
a graça de crescerem na santidade.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 83, 4-5
As aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.
Felizes os que moram em vossa casa
e a toda a hora cantam os vossos louvores.

Ou Jo 6, 57
Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue
permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa,
humildemente Vos suplicamos:
sempre que celebramos estes mistérios,
aumentai em nós os frutos da salvação.
Por Nosso Senhor.

 

Santo

B. BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES

 

 

Martirológio

Comemoração do Beato Bartolomeu dos Mártires, bispo, que, nascido em Lisboa, na freguesia dos Mártires, ingressou na Ordem dos Pregadores e foi nomeado para a sede episcopal de Braga, onde pôs em prática as orientações do Concílio de Trento, no qual participou eficientemente. Insigne pela integridade da sua vida, empenhou-se com suma caridade pastoral em acudir às necessidades do seu rebanho e ilustrou com sólida doutrina os seus numerosos escritos. Finalmente, tendo renunciado ao ministério episcopal, retirou-se no Convento de Santa Cruz de Viana do Castelo, construído por sua iniciativa, onde prosseguiu a vida austera de simples religioso, dedicado à oração, caridade e estudo, e faleceu no dia 16 deste mês.

 

2.   Na Via Tiburtina, a nove milhas de Roma, a comemoração dos santos Sinforosa e sete companheiros – Crescente, Juliano, Nemésio, Primitivo, Justino, Estacteu e Eugénio – mártires, que suportaram o martírio com diversos géneros de tortura, como irmãos em Cristo.

3.   Em Milão, na Ligúria, actualmente na Lombardia, região da Itália, São Materno, bispo, que, restabelecida a liberdade da Igreja, trasladou com grande solenidade de Lódi para a sua cidade os corpos dos mártires Nabor e Félix.

4.   Em Doróstoro, na Mésia, hoje Silistra, na Bulgária, Santo Emiliano, mártir, que, indiferente aos editos de Juliano o Apóstata e às ameaças do seu vigário Catulino, destruiu o altar dos ídolos para impedir o sacrifício e, por isso, atirado para uma fornalha, recebeu a palma do martírio.

5.   Em Bréscia, na Venécia, actualmente na Lombardia, região da Itália, São Filastro, bispo, cuja vida e morte foram louvadas por São Gaudêncio, seu sucessor.

6.   Em Forlimpópuli, na actual Emília-Romanha, também região da Itália, São Rufilo, bispo, que é considerado o primeiro a governar esta Igreja e ter conduzido a Cristo todo o povo rural deste território.

7.   Em Metz, na Austrásia, actualmente na França, Santo Arnolfo, bispo, que foi conselheiro de Dagoberto, rei da Austrásia, e depois, renunciando ao cargo, se retirou para a vida eremítica nos montes Vosgos.

8.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santa Teodósia, monja, que sofreu o martírio por defender uma antiga imagem de Cristo que o imperador Leão, o Isáurico, ordenara remover da chamada Porta de Bronze do seu palácio.

9.   Em Utrecht, na Géldria da Austrásia, actualmente na Holanda, São Frederico, bispo, que foi exímio conhecedor da Sagrada Escritura e se consagrou com grande zelo à evangelização dos Frisões.

10.   Em Ségni, no Lácio, região da Itália, São Bruno, bispo, que trabalhou e sofreu muito pela renovação da Igreja e, por isso, obrigado a deixar a sua sede episcopal, encontrou refúgio em Montecassino, ao qual presidiu como abade temporário do mosteiro.

11*.   Em Cracóvia, na Polónia, São Simão de Lipnica, presbítero da Ordem dos Menores, insigne pregador e devoto do nome de Jesus, que, impelido pela sua caridade, encontrou a morte no cuidado dos empestados moribundos.

12*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista de Bruxelas, presbítero de Limoges e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi encerrado na sórdida galera em ódio ao sacerdócio, onde morreu consumido pela enfermidade.

13.   Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Nicolau Dinh Dat, mártir, que, sendo soldado, constrangido a negar a fé cristã, depois de cruéis torturas calcou a cruz; mas imediatamente arrependido, para expiar a culpa da apostasia, escreveu ao imperador Minh Mang para que fosse de novo julgado como cristão e finalmente morreu estrangulado.

14*.   Em Krystonópil, na Ucrânia, a Beata Tarcísia (Olga Mackiv), virgem da Congregação das Irmãs Escravas de Maria Imaculada e mártir, que, em tempo da guerra, por ter defendido a fé perante os perseguidores, alcançou a dupla vitória da virgindade e do martírio.