Liturgia diária

Agenda litúrgica

2017-12-02

SÁBADO da semana XXXIV (manhã)

Santa Maria no Sábado – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Dan 7, 15-27; Sal Dan 3, 82. 83. 84. 85. 86. 87
Ev Lc 21, 34-36

* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – B. Maria Ângela Astorch, virgem, da II Ordem – MF

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.


ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à acção da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
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LEITURA I (anos ímpares) Dan 7, 15-27
«A realeza e o poder serão entregues
ao povo dos santos do Altíssimo»

Esta passagem refere-se directamente à perseguição que o povo de Deus teve de sofrer em determinada época da sua história. Mas a última palavra será a da vitória de Deus, que Ele dará ao seu povo. Lida neste último dia do ciclo litúrgico e dentro da semana que se iniciou com a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, esta passagem proclama o sentido último da história do povo de Deus, que é a comunhão com Ele na glória do reino eterno, em que Jesus entrou pela sua Morte e Ressurreição.

Leitura da Profecia de Daniel
Eu, Daniel, fiquei com o espírito perturbado por causa do que acontecera, e as visões que me passaram pela mente encheram-me de pavor. Aproximei-me de um dos presentes e pedi-lhe que me dissesse o que significava tudo aquilo. Ele dirigiu-me a palavra para me explicar: «Aqueles grandes animais, em número de quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. Os que irão receber o reino são os santos do Altíssimo; possuirão o reino para sempre e por toda a eternidade». Depois também quis saber o que significava o quarto animal, que era diferente de todos os outros, extremamente terrível, com dentes de ferro e garras de bronze, que comia e triturava tudo e calcava aos pés o que sobrava. Quis ainda saber o que significavam os dez chifres da sua cabeça e o outro chifre que surgiu e fez cair três dos primeiros, que tinha olhos e uma boca que dizia palavras arrogantes e parecia mais importante que os outros. – Enquanto olhava, vi esse chifre a fazer guerra aos santos e a levá-los de vencida, até que veio o Ancião e fez justiça aos santos do Altíssimo, porque chegou a hora de os santos tomarem posse do reino –. Ele então explicou-me: «O quarto animal significa um quarto reino que surgirá sobre a terra, diferente de todos os outros, que virá devorar, calcar aos pés e triturar a terra inteira. Os dez chifres significam dez reis que surgirão desse reino. Outro chifre se levantará depois deles: será diferente dos anteriores e abaterá três reis. Blasfemará contra o Altíssimo e perseguirá os seus santos. Tentará mudar as datas das festas e a Lei e os santos serão entregues nas suas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Depois o tribunal divino abrirá a sessão e retirará o poder a esse rei, para lho destruir e arruinar definitivamente. A realeza e o poder e a grandeza dos reinos que existem debaixo dos céus serão entregues ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino é um reino eterno e todos os potentados O servirão Lhe prestarão obediência».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 82.83.84.85.86.87 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre. Repete-se

Homens, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Bendiga Israel o Senhor,
louve-O e exalte-O para sempre. Refrão

Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Servos do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão


ALELUIA Lc 21, 36
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vigiai e orai em todo o tempo,
para vos apresentardes sem temor
diante do Filho do homem. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 34-36
«Vigiai, para que possais livrar-vos
de tudo isto que está para acontecer»

Aquele dia sem ocaso, que sucederá aos dias que andamos vivendo sobre a terra, há-de ser esperado na vigilância e na oração, como numa longa Vigília Pascal, até que o sol nasça e a luz eterna brilhe para sempre em nossos corações. Aqui nos conduziu, a esta expectativa jubilosa, a longa caminhada do Tempo Comum, para nos fazer entrar, com desejos ainda mais fortes da vinda do Dia do Senhor, no Advento, em que a tarde deste dia, o último do Tempo Comum, nos irá introduzir. À tarde, com a Hora de Vésperas, começa esse Tempo do Advento, em que toda a oração se resume na mesma palavra com que terminou o Tempo litúrgico anterior: «Veni! Vinde!»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados com a intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha; porque ele atingirá todos os que habitam sobre a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo isto que está para acontecer e comparecer sem temor diante do Filho do homem».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, estes dons sagrados
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos também nós
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

Ou Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso e eterno,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Comemoração de Santo Habacuc, profeta, que, perante a iniquidade e violência dos homens, anunciou o juízo de Deus, mas também a sua misericórdia, dizendo: «O justo viverá pela sua fé».

2.   Em Roma, Santa Bibiana, mártir, a quem o papa São Simplício dedicou uma igreja no Esquilino.

3.   Também em Roma, no cemitério de Ponciano, junto à Via Portuense, São Piménio, presbítero e mártir.

4.   Em Aquileia, no Friúli, actual região da Itália, São Cromácio, bispo, verdadeiro artífice da paz, que deu remédio às condições dos claustros da Itália destruídos por Alarico e aos sofrimentos dos povos e, explicando sabiamente os mistérios da palavra divina, elevou as almas às realidades celestes.

5.   Na ilha de Palmarola, na Ligúria, também região da Itália, o passamento de São Silvério, papa e mártir, que, não querendo reabilitar Antimo, bispo herético de Constantinopla deposto pelo seu antecessor Santo Agapito, por ordem da imperatriz Teodora foi privado da sua sede e enviado para o exílio, onde morreu consumido por muitas tribulações.

6*.   No mosteiro de Groenendaal, na região de Bruxellas, na actual Bélgica, o Beato João Ruysbroeck, presbítero e cónego regrante, que expôs ensinamentos admiráveis dos vários graus da vida espiritual.

7*.   Em Múrcia, na Espanha, a Beata Maria Ângela Astorch, abadessa da Ordem das Clarissas, a qual, muito humilde e dedicada à prática de penitências, dava conforto e bons conselhos, tanto às monjas como aos leigos.

8*.   Em Logiewniki, localidade da Polónia, o Beato Rafael (Melchior Chylinski), presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que durante a peste visitava os enfermos de Cracóvia, para os assistir piedosamente e proporcionar-lhes uma digna e cristã morte.

9♦.   Em Manresa, cidade da província de Barcelona, na Espanha, os beatos Jaime Bertino (António Jaime Secases) e Leão Justino (Francisco del Valle Villar), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, em ódio à religião foi conduzido  ao glorioso martírio.

10*.   Em Stanislaviv, hoje Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, o Beato João Slezyuk, bispo e mártir, que, sob um regime hostil a Deus, exercendo infatigavelmente o seu ministério clandestino entre os fiéis do Rito Bizantino e permanecendo impavidamente fiel a Cristo perante os seus perseguidores, recebeu do Senhor a coroa eterna.