Liturgia diária

Agenda litúrgica

2017-11-24

SEXTA-FEIRA da semana XXXIII

SS. André Dung-Lac, presbítero,
e Companheiros, mártires – MO
Vermelho – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 1 Mac 4, 36-37. 52-59; Sal 1 Cr 29, 10. 11ab. 11cd e 12ab. 12cd e 13
Ev Lc 19, 45-48

* Na Diocese de Vila Real – Aniversário da Dedicação da Igreja Catedral. Na Sé – SOLENIDADE; nas outras igrejas da Diocese – FESTA
* Na Ordem Beneditina – S. Columbano, abade – MF
* Na Ordem Franciscana – Comemoração de todos os defuntos da Ordem Franciscana.
* Na Ordem de São Domingos – Ss. Inácio Delgado, bispo, Vicente Liem, presbítero, Domingos Na-Kham, leigo, e Companheiros, mártires do Vietname – MO

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Jer 29, 11.12.14
Os meus pensamentos são de paz
e não de desgraça, diz o Senhor.
Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor,
e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça
de encontrar sempre a alegria no vosso serviço,
porque é uma felicidade duradoira e profunda
ser fiel ao autor de todos os bens.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) 1 Mac 4, 36-37.52-59
«Celebraram a dedicação do altar durante oito dias
e ofereceram holocaustos com grande alegria»

Depois da vitória sobre os pagãos invasores, o povo, tendo à frente Judas Macabeu, faz a purificação e dedicação do templo e do altar e oferece sacrifícios sobre ele. O povo de Deus teve sempre, como centro de toda a sua vida, o templo e as assembleias de oração aí realizadas. Neste povo, a celebração do mistério de Deus, que é o objecto da sua fé, não pode deixar de ser o momento central de toda a vida desse mesmo povo, como hoje o é, para a Igreja de Cristo, a celebração dos mistérios do seu Senhor, Jesus.

Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus
Naqueles dias, disseram Judas Macabeu e os seus irmãos: «Agora que os nossos inimigos foram desbaratados, subamos a purificar o templo e celebrar a sua dedicação». Reuniu-se todo o exército e subiram ao monte Sião. No dia vinte e cinco do nono mês, que é o mês de Quisleu, do ano cento e quarenta e oito, levantaram-se de madrugada e ofereceram um sacrifício, segundo as prescrições da Lei, sobre o altar dos holocaustos que tinham construído. O altar foi dedicado ao som de cânticos, de cítaras e de címbalos, no mesmo mês e dia em que os gentios o tinham profanado. Todo o povo se prostrou em adoração de rosto por terra e deu graças ao Céu por lhes ter dado tão feliz sucesso. Celebraram a dedicação do altar durante oito dias e ofereceram holocaustos com grande alegria, bem como sacrifícios de comunhão e de acção de graças. Adornaram a fachada do templo com coroas de ouro e escudos; restauraram as entradas e as salas, onde colocaram as portas. Foi grande a alegria do povo e assim foi afastado o opróbrio causado pelos gentios. Judas, com os seus irmãos e toda a assembleia de Israel, decidiu que todos os anos se celebrasse com alegria e regozijo a festa da dedicação do altar, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Quisleu.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL 1 Cr 29, 10.11ab.11cd e 12ab.12cd e 13 (R. 13b)
Refrão: Celebramos, Senhor, o vosso nome glorioso. Repete-se

Bendito sejais, Senhor, para todo o sempre,
Deus do nosso Pai, Israel.
A Vós, Senhor, a grandeza e o poder,
a honra, a majestade e a glória. Refrão

Tudo, no céu e na terra, Vos pertence,
sois o Rei soberano de todas as coisas.
De Vós nos vem a riqueza e a glória,
sois Vós o Senhor de todo o universo. Refrão

Na vossa mão está o poder e a força,
em vossas mãos tudo se afirma e cresce.
Nós Vos louvamos, Senhor, nosso Deus,
e celebramos o vosso nome glorioso. Refrão


ALELUIA Jo 10, 27
Refrão: Aleluia. Repete-se
As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Refrão


EVANGELHO Lc 19, 45-48
«Fizestes da casa do Senhor um covil de ladrões»

Como já o manifestara aos doze anos, Jesus está possuído pelo amor da Casa de Deus. O templo era o lugar da oração a Deus, mas os seus contemporâneos esvaziavam-no desse objectivo, transformando-o em casa de comércio, embora a pretexto de serviço do mesmo templo. Até as coisas santas podem chegar a não servir para fins santos. O templo completamente puro e agora, mais do que nunca, morada de Deus, será a humanidade santíssima de Jesus ressuscitado.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus entrou no templo e começou a expulsar os vendedores, dizendo-lhes: «Está escrito: ‘A minha casa é casa de oração’; e vós fizestes dela ‘um covil de ladrões’». Jesus ensinava todos os dias no templo. Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo procuravam dar Lhe a morte, mas não encontravam o modo de o fazer, porque todo o povo ficava maravilhado quando O ouvia.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei-nos, Senhor,
que os dons oferecidos para glória do vosso nome
nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente
e nos alcancem a posse da felicidade eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 72, 28
A minha alegria é estar junto de Deus,
buscar no Senhor o meu refúgio.

Ou Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração
vos será concedido, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Depois de recebermos estes dons sagrados,
humildemente Vos pedimos, Senhor:
o sacramento que o vosso Filho
nos mandou celebrar em sua memória
aumente sempre a nossa caridade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

SS. ANDRÉ DUNG-LAC, presbítero, e Companheiros, mártires

 

 

Martirológio

Memória dos santos André Dung Lac, presbítero, e companheiros[1], mártires. Numa celebração comum se veneram os cento e dezassete missionários que sofreram o martírio no Tonquim, Anam e Cochinchina, regiões da Ásia, do actual Vietnam – oito bispos, muitos presbíteros e um ingente número de fiéis de ambos os sexos e de todas as condições e idades –, que aceitaram o desterro, os cárceres, os tormentos e enfim os mais cruéis suplícios, por recusarem calcar a cruz e abjurar da fé cristã.

 


[1]  São estes os seus nomes: Clemente Inácio Delgado Cebrián, Domingos Henares, Jerónimo Hermosilla, José Maria Díaz Sanjurjo, Melchior Garcia Sampedro, Pedro Dumoulin-Borie, Valentim Bérrio Ochoa, bispos; Agostinho Schoeffler, Bernardo Vu Van Due, Domingos Cam, Domingos Mâu, Domingos Nguyen Van (Doán) Xuyên, Domingos Nguyen Van Hanh (Diêu), Domingos Trach, Domingos Tuoc, Manuel Nguyen Van Triêu, Francisco Gil de Federich, Francisco Jaccard, Jacinto Castañeda, Tiago Do Mai Nam, João Carlos Cornay, João Dat, João Doàn Trinh Hoan, João Luís Bonnard, João Teófanes Venard, José Dang Dinh (Niên) Viên, José Dô Quang Hien, José Fernández, José Marchand, José Nguyên Dình Nghi, José Tuán, Isidoro Gagelin, Lourenço Nguyen Van Huong, Lucas Vu Bá Loan, Martinho Ta Duc Thinh, Mateus Afonso de Leziniana, Paulo Lê Bao Tinh, Paulo Le-Van-Loc, Paulo Nguyen Ngan, Paulo Pham Khac Khoan, Pedro Almató Ribeira, Pedro Doan Cong Quy, Pedro Francisco Nerón, Pedro Khanh, Pedro Le Tuy, Pedro Nguyen Ba Tuân, Pedro Nguyen Van Luu, Pedro Nguyen Van Tu, Pedro Truong Van Thi, Filipe Phan Van Minh, Tomás Dinh Viet Du, Tomé Khuong, Vicente Do Yen, Vicente Le Quang Liem e Vicente Nguyen The Diem, presbíteros; André Nguyen Kim Thong Nam (Nam Thuong), António Nguyen Huu (Nam) Quynh, Domingos Bui Van Uy, Francisco Xavier Can, Francisco Xavier Ha Trong Mau, João Baptista Dinh Van Thanh, José Nguyen Dinh Uyen, José Nguyen Duy Khang, José Nguyen Van Luu, Mateus Nguyen Van Phuong, Paulo Nguyen Van My, Pedro Doan Van Van, Pedro Nguyen Khac Tu, Pedro Nguyen Van Hieu, Pedro Truong Van Duong, Pedro Vu Van Truat e Tomás Toán, catequistas; Inês Le Thi Thanh (Dê), André Tuong, André Tran Van Trong, António Nguyen Dích, Agostinho Nguyen Van Moi, Agostinho Phan Viet Huy, Domingos Huyen, Domingos Mao, Domingos Ngon, Domingos Nguyen, Domingos Nhi, Domingos Nicolau Dinh Dat, Domingos Ninh, Domingos Pham Trong (An) Kham, Domingos Toai, Manuel Le Van Phung, Manuel Phung, Francisco Do Minnh Chieu, Francisco Tran Van Trung, João Baptista Con, José Hoang Luong Canh, José Le Dang Thi, José Pham Trong (Cai) Ta, José Tuán, José Tuc, Lucas (Cai) Thin, Martinho Tho, Mateus Le Van Gam, Miguel Ho Dinh Hy, Miguel Nguyen Huy My, Nicolau Bui Viet Thê, Paulo Hanh, Paulo Tong Viet Buong, Pedro Da, Pedro Dong, Pedro Dung, Pedro Thuan, Pedro Vo Dang Khoa, Simão Phan Dac Hoa, Estêvão Nguyen Van Vinh, Tomás Nguyen Van Dê, Tomás Tran Van Thien, Vicente Duong y Vicente Tuong.

 

2.   Em Aquileia, na Venécia, no actual Friúli, região da Itália, a comemoração de São Crisógono, mártir, que é celebrado em Roma no dia do aniversário da dedicação da igreja cujo título tem o seu nome.

3.   Em Amélia, na Úmbria, também região da Itália, Santa Firmina, mártir.

4.   Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, também região da Itália, São Protásio, bispo, que defendeu ante o imperador Constante a causa de Santo Atanásio e tomou parte no Concílio de Sárdica.

5.   Na cidadela de Blaye, próxima de Bordéus, na Aquitânia, actualmente na França, São Romão, presbítero.

6*.   Em Cloyne, na Irlanda, São Colmano, bispo.

7.   No território Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, São Porciano, abade, que, sendo jovem escravo, procurou refúgio e liberdade num mosteiro, no qual se fez monge e chegou a ser abade, morrendo em avançada idade, debilitado pelos jejuns.

8.   Em Córdova, na Andaluzia, região da actual Espanha, as santas Flora e Maria, virgens e mártires, que, na perseguição dos Mouros, foram encarceradas com Santo Eulógio e depois mortas ao fio da espada.

9.   Em Reims, na França, a paixão de Santo Alberto de Lovaina, bispo de Liège e mártir, que foi condenado ao exílio por defender a Igreja e assassinado no mesmo ano em que tinha sido ordenado.

10*.   No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, o Beato Bálsamo, abade, que, no meio das turbulências e conflitos do seu tempo, exerceu o seu ministério com sabedoria e prudência.

11.   Em Dong Hoi, cidade do Anam, no actual Vietnam, os santos Pedro Dumoulin-Borie, bispo, da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, Pedro Vo Dang Khoa e Vicente Hguyen The Diem, presbíteros, dos quais, por ordem do imperador Minh Mang, o primeiro foi degolado e os outros estrangulados.

12*.   Em Milão, na Itália, a Beata Maria Ana Sala, virgem da Congregação das Irmãs de Santa Marcelina, que, dedicada totalmente à formação das jovens, foi mestra da ciência animada pela fé e piedade.

13*.   Em Picadero de Paterna, no território de Valência, região da Espanha, as beatas Niceta da Santa Prudência (Niceta Plaja Xifra) e companheiras[2], virgens do Instituto das Irmãs Carmelitas da Caridade e mártires, que, de lâmpadas acesas, foram dignas de entrar na ceia eterna de Cristo Esposo.

 


[2]  São estes os seus nomes: Paula de Santa Anastásia (Paula Isla Alonso), Antónia de São Timóteo (Antónia Gosens Sáez de Ibarra), Daria de Santa Sofía (Daria Campillo Paniágua), Erundina de Nossa Senhora do Carmo (Erundina Colino Vega), Maria da Consolação do Santíssimo Sacramento (Maria da Consolação Cuñado González), Conceição de Santo Inácio (Maria da Conceição Odriozola Zabalia), Feliciana de Nossa Senhora do Carmo (Feliciana Uribe Orbe), Conceição de Santa Madalena (Conceição Rodríguez Fernández), Justa da Imaculada (Justa Maiza Goicoechea), Clara de Nossa Senhora da Esperança (Clara Ezcurra Urrútia) e Cândida de Nossa Senhora dos Anjos (Cândida Cayuso González).

 

14♦.   Em Paracuellos del Jarama, localidade próxima de Madrid, também na Espanha, o Beato Félix Alonso Muñiz, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, pelo seu testemunho de Cristo recebeu a coroa do martírio.