Liturgia diária

Agenda litúrgica

SEXTA-FEIRA da semana XIX

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Jos 24, 1-13; Sal 135 (136), 1-3. 16-18. 21-22 e 24
Ev Mt 19, 3-12

* Na Ordem dos Carmelitas Descalços – Bb. João Baptista Duverneuil, Miguel Luís Brulard e Tiago Gagnot, mártires – MF
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – Bb. João Luís Loir, Protásio Bourdon e Sebastião François, presbíteros e mártires, da I Ordem – MF
* Na Ordem de São Domingos – B. Manés, presbítero, irmão de S. Domingos – MF
* Na Companhia de Jesus – S. Alberto Hurtado Cruchaga, presbítero – MF
* Na Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor – I Vésp. de S. João Eudes.
* Na Congregação da Paixão de Jesus Cristo – Ofício e Missa votivos da Paixão.

 

 

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 73, 20.19.22.23
Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança,
não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis.
Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa,
escutai a voz daqueles que Vos procuram.


ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
a quem podemos chamar nosso Pai,
fazei crescer o espírito filial em nossos corações
para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Jos 24, 1-13
«Tirei o vosso pai do outro lado do Eufrates, fiz-vos sair do Egipto
e introduzi-vos nesta terra»

Uma vez chegado à Terra Prometida, Josué, numa grande assembleia, recorda ao povo as grandes maravilhas que Deus tinha feito em seu favor, para que ele se lembre delas, as reconheça, louve a Deus por todas elas e Lhe seja fiel. Os acontecimentos que ouvimos ler na história da salvação querem fazer-nos tomar consciência de tudo o que Deus, através de todos os tempos, tem feito ao seu povo para o conduzir pelo caminho da salvação, e despertar em nós o espírito de louvor e de acção de graças.

Leitura do Livro de Josué
Naqueles dias, Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém. Convocou os anciãos de Israel, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. Josué disse então a todo o povo: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Os vossos antepassados, até Terá, pai de Abraão e de Nacor, habitavam outrora para além do rio Eufrates e serviam outros deuses. Tirei Abraão, vosso pai, do outro lado do Eufrates, fiz que ele atravessasse toda a terra de Canaã e multipliquei a sua descendência. Dei-lhe um filho, Isaac, e a Isaac dei Jacob e Esaú. Concedi a Esaú a região montanhosa de Seir, mas Jacob e os seus filhos desceram para o Egipto. Depois enviei Moisés e Aarão, castiguei o Egipto com os prodígios que nele realizei e fiz que saísseis de lá. Tirei do Egipto os vossos pais e chegastes até ao mar. Os egípcios perseguiram os vossos pais com carros e cavaleiros até ao Mar Vermelho. Mas eles clamaram ao Senhor e o Senhor estendeu trevas entre vós e os egípcios e fez com que o mar fosse contra eles e os submer¬gisse. Os vossos olhos viram o que fiz no Egipto; e depois disto passastes longo tempo no deserto. Do deserto levei-vos à terra dos amorreus, que habitavam além do Jordão. Eles vieram combater-vos, mas Eu entreguei-os nas vossas mãos; e assim tomastes posse da sua terra, porque Eu os destruí diante de vós. A seguir apareceu Balac, filho de Sipor, rei de Moab, que combateu contra Israel e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para vos amaldiçoar. Mas Eu não quis ouvir Balaão; ele teve de vos abençoar e assim vos salvei das suas mãos. Por fim atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Combateram contra vós os que dominavam a cidade __ os amorreus e os perezeus, os cananeus e os hititas, os girgasitas, os hevitas e os jebuseus __ mas Eu entreguei-os nas vossas mãos. Até mandei vespas à vossa frente, para expulsarem diante de vós os dois reis amorreus. Não foi com a vossa espada nem com o vosso arco que tudo isto foi feito. Dei-vos uma terra que não cultivastes, cidades que não construistes e onde agora habitais, vinhas e olivais que não plantastes e de que vos alimentais’».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 135 (136), 1-3.16-18.21-22 e 24
Refrão: É eterna a sua bondade. Repete-se

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom:
é eterna a sua bondade.
Dai graças ao Deus dos deuses:
é eterna a sua bondade.
Dai graças ao Senhor dos senhores:
é eterna a sua bondade. Refrão

Conduziu o seu povo através do deserto:
é eterna a sua bondade.
Feriu grandes reis:
é eterna a sua bondade.
Matou reis poderosos:
é eterna a sua bondade. Refrão

Deu a terra deles em herança:
é eterna a sua bondade.
Em herança a Israel, seu povo:
é eterna a sua bondade.
E libertou-nos dos nossos opressores:
é eterna a sua bondade. Refrão


ALELUIA cf. 1 Tes 2, 13
Refrão: Aleluia. Repete-se.
Escutai o que diz o Senhor,
não como palavra dos homens,
mas como palavra de Deus. Refrão


EVANGELHO Mt 19, 3-12
«Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim»

Jesus afirma a indissolubilidade do matrimónio e exalta o celibato escolhido por amor do reino de Deus, e que é dom do mesmo Deus. O campo onde tão frequentemente se afirma o egoísmo humano, o das opções do coração, é também aquele onde mais se hão-de mostrar as atitudes da fé e do verdadeiro amor, que vencerá toda a espécie de divórcios.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova e disseram-Lhe: «É permitido ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo?». Jesus respondeu: «Não lestes que o Criador, no princípio, os fez homem e mulher e disse: ‘Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne?’. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Eles objectaram: «Porque ordenou então Moisés que se desse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher?». Jesus respondeu-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim. E Eu digo-vos: Quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, e casar com outra, comete adultério». Disseram-Lhe os discípulos: Se é esta a situação do homem em relação à mulher, não é conveniente casar-se». Jesus respondeu-lhes: «Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido. Na verdade, há eunucos que nasceram assim do seio materno, outros que foram feitos pelos homens e outros que se tornaram eunucos por causa do reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor,
os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja
e transformai-os, com o vosso poder,
em sacramento da nossa salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 147,12.14
Louva, Jerusalém, o Senhor,
que te saciou com a flor da farinha.

Ou Jo 6, 52
O pão que Eu vos darei, diz o Senhor,
é a minha carne pela vida do mundo.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Nós Vos pedimos, Senhor,
que a comunhão do vosso sacramento nos salve
e nos confirme na luz da vossa verdade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio Romano

1.   Em Palestrina, no Lácio, região da Itália, Santo Agapito, mártir.

(† data inc.)

2.   Em Útica, na África Proconsular, actualmente na Tunísia, os santos mártires da “Massa Cândida”, que, mais numerosos que os peixes recolhidos na rede pelos Apóstolos, seguindo fielmente o seu bispo Quadrato, professaram unanimemente a fé em Cristo Filho de Deus e por Ele aceitaram generosamente o martírio.

(† s. III-IV)

3.   Em Mira, na Lícia, actualmente na Turquia, São Leão, mártir.

(† s. III-IV)

4.   Em Roma, junto à Via Labicana, Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que se empenhou generosamente em ajudar os pobres e frequentava a igreja anonimamente integrada na multidão dos fiéis; fez a peregrinação a Jerusalém, para encontrar os lugares do Nascimento, Paixão e Ressurreição de Cristo e honrou com veneráveis basílicas o presépio e a cruz do Senhor.

(† c. 329)

5.   Em Metz, na Gália Bélgica, actualmente na França, São Firmino, bispo.

(† s. IV)

6*.   Em Arles, na Provença, também na actual França, Santo Eónio, bispo, que defendeu dos erros de Pelágio a sua Igreja e recomendou ao seu povo como sucessor São Cesário, que ele tinha ordenado presbítero.

(† 502)

7.   Na Bitínia, na actual Turquia, o passamento de São Macário, hegúmeno do mosteiro de Pelecete, que, no tempo do imperador Leão V, suportou muitas tribulações pela defesa das sagradas imagens.

(† 850)

8*.   No mosteiro de Cava de’ Tirréni, na Campânia, região da Itália, o Beato Leonardo, abade, extraordinário homem de paz.

(† 1255)

9*.   Em Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Reinaldo de Concorezzo, bispo, ilustre pelo seu zelo, prudência e caridade.

(† 1321)

10*.   Em Mântua, na Lombardia, também região da Itália, a Beata Paula Montáldi, virgem, abadessa da Ordem das Clarissas, célebre pela sua devoção à Paixão do Senhor, assiduidade na oração e austeridade de vida.

(† 1514)

11*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato António Banassat, presbítero e mártir, um pároco que, durante a perseguição da Revolução Francesa, foi preso em ódio à fé cristã e morreu de fome e inanição.

(† 1794)

12*.   Em Valdemoro, perto de Madrid, na Espanha, o Beato Francisco Árias Martin, presbítero e mártir, um noviço da Ordem de São João de Deus, que, durante a perseguição religiosa, em breve tempo consumou o caminho da perfeição.

(† 1936)

13*.   Em Barbastro, perto de Huesca, também na Espanha, os beatos Jaime Falgarona Vilanova e Atanásio Vidaurreta Labra, religiosos da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria e mártires na mesma perseguição.

(† 1936)

14*.   Em Alcañiz, localidade da província de Teruel, também na Espanha, o Beato Martinho Martínez Pascual, presbítero e mártir, agregado à Irmandade dos Sacerdotes Operários Diocesanos, que na mesma perseguição e no mesmo dia, recebeu a coroa de glória.

(† 1936)

15*.   Em Rafelbunyol, localidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato Vicente Maria Izquierdo Alcón, presbítero e mártir, morto em ódio à fé cristã na mesma perseguição.

(† 1936)

16♦.        Em Valdepeñas, localidade da província de Ciudad Real, também na Espanha, os beatos mártires Félix González Bustos, Pedro Buitrago Morales e Justo Arévalo y Mora, presbíteros da diocese de Ciudad Real, e cinco religiosos[1] da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que na mesma perseguição e no mesmo dia, receberam a coroa de glória.

 


[1]  Estes são os seus nomes: Agapito Leão (Remígio Ângelo Ollala Aldea), Dâmaso Luís (Antolino Martínez Martínez), Josafat Roque (Urbano Corral González), Júlio Afonso (Valeriano Ruiz Peral), Ladislau Luís (Isidro Muñoz Antolin), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs.

 

(† 1936)

17♦.   Em La Tejera, perto de Tineo, nas Astúrias, também na Espanha, os beatos Celestino José Alonso Villar, Gregório Díez Pérez e Tiago Franco Mayo, presbíteros, e Abílio Sáiz López, religioso, todos da Ordem dos Pregadores e mártires, que, oprimidos pela violência dos inimigos da Igreja, foram ao encontro do Senhor.

(† 1936)

18♦.   Em Seo de Urgel, cidade da Catalunha, também na Espanha, o Beato Jacob Samuel (José Henrique Chamayou Oulés), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que pelo martírio na mesma perseguição se tornou participante na vitória de Cristo.

(† 1936)

19♦.   Em San Boy de Llusanés, perto de Barcelona, também na Espanha, os beatos Honorato Alfredo (Agostinho Pedro Calvo), e Olegário Ângelo (Eudaldo Rodas Más), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, na mesma perseguição, derramaram o seu sangue por Cristo.

(† 1936)

20♦.   Em Torrijos, perto de Toledo, também na Espanha, o Beato Libério González Nombela, presbítero da diocese de Toledo e mártir, que, durante a mesma perseguição contra a fé, terminou a sua vida seguindo a Cristo até à morte.

(† 1936)

21*.   Em Santiago do Chile, Santo Alberto Hurtado Cruchaga, presbítero da Companhia de Jesus, que fundou uma obra para que os pobres sem tecto e os vagabundos, sobretudo as crianças, pudessem encontrar uma verdadeira e familiar habitação.

(† 1952)