Dicionário elementar de liturgia

José Aldazábal

 

Apresentação

 

«Não é empresa simples a de oferecer
um Dicionário elementar»
Pe. JOSÉ ALDAZÁBAL

Arrimados a estas palavras, com que o saudoso Pe. Aldazábal inicia a Introdução deste Dicionário, sentimo-nos duplamente confrangidos na apresentação deste seu prestimoso contributo, vertido, agora, para a Língua Portuguesa. Em primeiro lugar, pela impossibilidade de lhe agradecermos pessoalmente a oportunidade desta versão e, em segundo, pelo esforço – nunca premiado – de, apesar do empenho em lhe sermos fiéis à intenção, termos de, frequentemente, lhe fugirmos à letra. Este será sempre o dilema inultrapassável da tradução (etimologicamente, de traducere, próxima de tradere [= trair]!).


Foram, predominantemente, razões de ordem linguística e de tradição vocabular litúrgica portuguesas as que determinaram, aqui e acolá, alguns desvios à letra do original, no entanto, supomos que sempre justificáveis pela preocupação de se escolherem os termos e correspondentes explicações cuja propriedade de inscrição local correspondam ao nosso uso corrente. Retirámos as informações acessórias que remetiam à consulta de directrizes regionais do Episcopado espanhol, justificadas no original, mas sem utilidade para nós, e corrigimos toda a numeração dos documentos litúrgicos citados da edição espanhola, substituindo-a pela numeração dos mesmos documentos vertidos em português (caso mais significativo: a numeração do *Enquirídio dos Documentos da Reforma Litúrgica).


Todos os livros e documentos citados são os da versão portuguesa e as perícopes transcritas da Sagrada Escritura foram retiradas dos livros litúrgicos em uso em Portugal, e, nos casos em que ali não constam, foram retiradas da Bíblia Sagrada (edição da Difusora Bíblica).


As abreviaturas usadas são as que, vulgarmente, a Paulinas Editora, segundo critérios editoriais próprios, aplica nas suas publicações.
Antepusemos o sinal de seta (_) àquelas palavras para cuja entrada remetem, no Dicionário; e um asterisco (*) às palavras ou expressões que constam do Glossário, acrescentado no final desta edição, com alguns termos do universo litúrgico que não constam do Dicionário e que, pela sua importância, nos pareceram merecer referência. As notas que o tradutor entendeu introduzir, a fim de facultar um ou outro elemento informativo, relativos à realidade portuguesa, foram arrumadas no final de cada “letra” a cuja entrada pertencem. Agrupámos, nas últimas páginas, toda a bibliografia mencionada pelo autor que, na edição original, estava dispersa pelos verbetes, à qual acrescentámos alguns novos contributos do nosso catálogo.


Apesar das dificuldades que sempre envolvem edições desta natureza, especialmente quando têm por base a tradução, neste caso preciso,
assiste-nos um sentimento gratificante por podermos oferecer ao público português este instrumento de divulgação do vocabulário litúrgico cristão, ainda que «elementar», identificador de um riquíssimo património religioso, em cujo âmbito se inscrevem as mais profundas e significantes realidades simbólicas da Humanidade.


Pretende ser um instrumento de divulgação, mas também ferramenta de trabalho útil para todos os que se movem no universo da religião.
Tal como o definiu o autor é «básico», mas contém a informação elementar, com preocupações de fidelidade, actualizadas, sem olvidar o peso histórico a que, frequentemente, faz referência, como meio de aclarar os trilhos da evolução, também percorridos pela tradição litúrgica.

O EDITOR